quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Escola Gabriel Obino

Troca Rica - Jorge Terra


          Em 27.08.2011, em decorrência do Projeto VIDHAS da empresa Carris, estive na Escola Municipal Gabriel Obino para conversar sobre direitos humanos, mais especificamente sobre diversidade racial.           Havia professores e alunos do EJA (educação de jovens e de adultos). O interesse, os questionamentos e as trocas de informações, fez-nos nem perceber a passagem das cerca de 2h30min de conversa. Ocorreu, portanto, o que denomino de troca rica.
         Nas proximidades da Escola, há um quilombo, o dos Alpes, e os professores, em sala de aula e em outras atividades, costumam abordar temas referentes às diversidades social e racial. Tais fatos, aliados às experiências de cada um e de todos, levaram a um debate proveitoso e enriquecedor.
        Além do roteiro originário do projeto, pode-se tratar de protagonismo social, de afastamento da vitimização e de autoestima como força motriz para transformações de vidas individuais e de grupos.
       A diligente professora Lisane Mallet, encarregada das promoções culturais na escola, ao final da atividade, já anunciava a intenção de levar à escola pessoa que pudesse falar sobre a situação atual de alguns países africanos. O tema gerou interesse dos alunos a partir de atividades e das aulas ministradas pelo professor de História Jovani Scherer.
      Foi um momento ímpar que, em virtude do projeto supradito ou de outro, deverá ser repetido.

Jorge Terra.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Primeiras Impressões: Projeto VIDHAS na EMEF Antônio Giudice

Texto por Lorecinda Ferreira Abrão.

Estou muito feliz e realmente entusiasmada com  a proposta do Projeto Itinerante VIDHAS.
Principalmente por fazer parte e poder compartilhar das experiências de aprendizado na comunidade, especialmente no ambiente escolar.
Minhas primeiras impressões sobre a receptividade do projeto foram muito boas. O professor que nos recebeu foi bastante atencioso.
Da mesma forma os adolescentes que assistiram a palestra foram participativos e compenetrados.
Fizemos a apresentação logo após o intervalo e isso levaria a crer que o público estaria mais agitado, porém me surpreendi com a atenção que foi despendida.
Ao final alguns alunos vieram conversar e me abraçaram de uma forma muito fraternal.
Ainda temos que avançar quanto à estrutura para o projeto, com os porta banners para exposição, por exemplo.
Contudo, creio que estamos no caminho certo divulgando àqueles que são o futuro do nosso país uma história de lutas e principalmente de conquistas pelos Direitos Humanos.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Escravidão no Brasil


A escravidão no Brasil começou no século XVI e foi um processo muito extenso e complexo para ser resumido em um texto. A Abolição ocorreu no final do século XIX, com datas diferentes em algumas localidades do país. Desta forma, temos pouco mais de 100 anos de libertação, comparados a quase 400 anos de escravidão, se considerarmos seu fim com a Lei Áurea, em 1888.
Trazidos de diferentes regiões do continente africano, formado por distintos costumes, idiomas e crenças, os negros que aqui chegavam tinham sua cultura oprimida. Afastados de suas famílias, de seus lugares de convivência, passavam por um processo que desejava a anulação de suas identidades. Vindos em navios insalubres e vendidos como mercadorias, os negros eram integrados a sistemas que até então desconheciam. Trabalhando em plantações, serviços domésticos ou comerciais, os escravizados supriam a carência de mão de obra. São múltiplas as relações mantidas entre amos e negros escravizados, indo desde uma relação estratificada e cruel até uma negociação com possibilidade de compra da liberdade. A Abolição foi o resultado de quatro séculos de pequenas negociações constantes, através de atos de resistência passiva e ativa, que se configuravam na conservação de manifestações culturais, insurreições e formação dos quilombos. As feridas abertas pela escravidão seguem marcadas na vida da população brasileira. As violações aos direitos humanos e o preconceito étnico permanecem vivos. A mudança deste cenário é um processo em construção, que deve banir o desrespeito à pluralidade étnica.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Lançamento do Projeto no Paço Municipal



O Prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, 
a Secretária Municipal de Educação, Cleci Jurach,
o Diretor-Presidente da CARRIS, João Pancinha,
e o Coordenador do Gabinete de Políticas Públicas para o Povo Negro, Clóvis André  da Silva,

têm a satisfação de convidar Vossa Senhoria para o
Lançamento do Projeto “VHIDAS” itinerante,
nas Escolas da Rede Municipal de Ensino,
a realizar-se às 15 horas do dia 08 de junho de 2011,
 no Salão Nobre do Paço dos Açorianos, Praça Montevideo, 10 – Centro Histórico.

* Este Projeto visa à divulgação da vasta contribuição do Povo Negro na Capital.
Na ocasião a Fundação Banco do Brasil irá entregar para as escolas municipais o Kit "João Cândido a luta do Direitos Humanos". Material produzido no Projeto Memória 2008.
E a Prefeitura Municipal, através do Gabinete de Políticas Públicas para o Povo Negro entregará o livro "João Cândido: a Revolta da Chibata", de Paulo Ricardo de Moraes.
 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Iniciamos nossa jornada


Essa semana, iniciamos a itinerância de nossa exposição na Secretaria de Educação do estado. Ontem (quarta feira), a palestra foi ministrada por João Cândido, bisneto do Almirante Negro João Candido Felisberto, líder da Revolta da Chibata, movimento ocorrido no Brasil em 1910 e que pôs fim aos maus-tratos a marinheiros a bordo dos navios brasileiros pela Marinha. Agradecemos à participação e atenção recebidos pela secretaria do estado desde o primeiro contato e pela disposição com que nos receberam. Semana que vem já iniciamos as visitas às escolas e reiteramos que a agenda continua aberta às escolas interessadas. Confira notícia da exposição na página da SEC.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Apartheid


Talvez o capítulo mais triste da história recente da África do Sul, o Apartheid foi um regime de  segregação étnica  adotado de 1948 a 1994 pelos sucessivos governos do Partido Nacional na África do Sul . Nesse sistema a dignidade da maioria negra foi continuamente cerceada pela minoria branca, negligenciando questões vitais referentes aos direitos humanos.
A segregação étnica na África do Sul teve início ainda no período colonial, mas o apartheid foi introduzido como política oficial após as eleições gerais de 1948. A nova legislação dividia os habitantes em grupos étnicos, separando as áreas residenciais, muitas vezes através de remoções forçadas. A partir de 1958, os negros foram privados de sua cidadania, tornando-se legalmente cidadãos de uma das dez pátrias tribais autônomas chamadas de bantusões. Os negros tinham em saúde, educação e outros serviços públicos, atendimentos e produtos inferiores aos da população branca.
Reformas no regime durante a década de 1980  não conseguiram conter a crescente oposição, e em 1990 o presidente Frederik Willem de Klerk iniciou negociações para acabar com o apartheid, o que culminou com a realização de eleições multiétnicas e democráticas em 1994, que foram vencidas pelo  Congresso Nacional Africano, sob a liderança de Nelson Mandela . Entretanto, os vestígios do apartheid ainda fazem parte da política e da sociedade sul-africana,  não só em relação à população negra, mas também com outros grupos, como os chineses. Os resquícios desse regime sinalizam a importância da continuidade na luta pelos direitos humanos, combatendo a intolerância entre os diferentes grupos que compõem a sociedade.